5.3.10

Olho vivo


Como minha nova obrigação é observar, observar e observar tudo o que vejo ao meu redor, nada melhor do que relatar os momentos mais curiosos, ainda que algumas vezes possam ser um tanto quanto inúteis. Hoje, no meu longo trajeto da faculdade até em casa confesso que por alguns instantes burlei as novas regras e tirei um cochilo, no entanto, fui surpreendido por um fato inusitado e, imediatamente, passei a observar:


[Operário com sotaque nordestino] 
- Vou sentar aqui..
- Senhor, é proibido sentar nesse local.
- Hã? Mas, não pode por que?
- Senhor, pode acontecer algum acidente ou a porta se abrir e então acabar se machucando.
- Não posso sentar aqui, nem ali. Ah, seu cabra. Ande com o ônibus vazio então..
- Olhe, não estou faltando o respeito com o senhor.
- Ah, cabra! Não quero nem saber, tome no furingo! [E a galera do fundão viiiibra!!]
Diante da audácia do sujeito, o motorista para perto de um carro de polícia e denuncia o ato hostil. O policial, com uma delicadeza que lhe é peculiar, deu um "chega pra lá" no aspirante a nordestino, mandou-o passar pela roleta, pagar a passagem e parar de encher o saco do motorista. Malandro que é, cumpriu exatamente a ordem. Mas, bastou o ônibus arrancar e o motorista vacilar para que a figura entrasse novamente em ação.
[O motorista para o ônibus fora do ponto]
- Hei, motorista. Isso daqui não é ponto de ônibus pra você ficar parando! Fique esperto, to aqui atrás só te vigiaaaando..
Bastou para que eu perdesse o sono. O jeito foi encarar o engarrafamento da ponte só observando...



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2.3.10

Vapt-Vupt




Prender jovens é a solução?
Em um artigo publicado pelo jornal O Globo, nesta segunda-feira, o Deputado Federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) defendeu mais uma vez - como relator do Congresso deu parecer favorável a esta proposta - a idéia de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos com o intuito de se reduzir a violência. Com isso, reacendeu um grande questionamento: prender jovens é a solução? A resposta, para muitos, é óbvia: NÃO! A solução para a violência não é criminalizar a juventude. Muito pelo contrário, é nessa fase da vida em que se deve estabelecer um programa de recuperação e inclusão social. Como podem achar que colocar um jovem de 16 anos trancafiado com um perigoso bandido de 30 pode ser algo proveitoso e reestruturador? Definitivamente essa não é a saída!

A peituda ofendida (ou nem tanto)
Essa semana a Justiça condenou a rede de lanchonetes Bibi Sucos a pagar uma indenização de R$1,5 mil a Andréia, 42 anos, chamada de "loirinha peituda" numa comanda interna do estabelecimento. A vendedora de loja sentiu-se ofendida e alegou constrangimento diante da situação. Até então, tudo normal e correto. O curioso é que a mesma anunciou que vai utilizar o dinheiro para turbinar ainda mais os seios. Pensando bem, nada mais justo do que investir nessa fonte de renda. Vai ver a intenção é de que a próxima vez o adjetivo seja mais extravagante e a bolada cada vez maior. Está vendo? Depois dizem que as loiras são burras..

Calooouro, SENTIDO!
Vai ano, vem ano e a história se repete. Começam as aulas, começam os trotes e as denúncias pipocam nos meios de comunicação. Desta vez, a brutalidade aconteceu na Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo. Em uma alusão aos regimes ditatoriais repressores, veteranos submeteram calouros a situações absurdas, como ficarem com carne estragada sobre a cabeça ou então levarem cuspidas no rosto. Realmente inaceitável. No entanto, toda vez que leio esse tipo de reportagem uma outra revolta me domina: como os calouros permitem que esse tipo de coisa seja feita? Medo? Vergonha? Sinceramente, falta atitude e personalidade à essas pessoas. Não faz sentido ficar quieto, aturar toda essa barbárie e só depois procurar a imprensa para denunciar. Dá próxima vez, tenham voz ativa.. dessa forma: "SAI DAQUI, SEU BOBO, FEIO, VETERANO VELHO!!". Pronto!


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1.3.10

Adeus, minha Colombina!


Penetrantes, AVANTE! Bem, para fechar com essa fase carnavalesca segue abaixo um texto publicado pelo Vithor Torres, dono do blog "1,99 - Hipérboles do Torres" (www.199torres.blogspot.com), que demonstra, com um leve sarcasmo e muito bom humor, uma outra visão sobre essa grandiosa festa. Espero que também gostem.
"Ah, o Carnaval!! Mais um se foi e eu, novamente, fiz a promessa utópica de que nunca mais assistirei aos desfiles.
Sim, a mesmice de sempre passou pelas avenidas de São Paulo e Rio, trazidas, obviamente, pela comunidade (na única data que pode descer do morro com orgulho de si mesma) e seus respectivos presidentes bicheiros e/ou traficantes. Faça o teste: chame, em alto e bom som, em algum período que não seja o Carnaval, alguém pertencente a alguma comunidade e tente confirmar sua origem. Essa pessoa abaixará a cabeça e tentará ocultar a face.
Assim:
- Hei! Você mesmo! É de Nilópolis, certo?
- Fala baixo, pô!



Os sambas sempre englobam palavras africanas, além de acrescentar raça, miscigenação,caravelas, imigração, história e pandeiro. Os enredos são sobre acontecimentos históricos, alguma data importante ou qualquer futilidade. Se algo foge disso, a escola se destaca e é campeã ou ganha poucos pontos e cai para o Grupo de Acesso.
As mulheres compensam todos os aspectos negativos do Carnaval. Todas exuberantes, sejam celebridades, anônimas ou beldades da comunidade, e polêmicas; causam fascínio ao estrangeiro, nóticias aos repórteres e discussão entre os conservadores, que conseguem se incomodar com tapas-sexo de três centímetros. Os destaques das alegorias, no entanto, passam despercebidos (mesmo estando a mais de dez metros de altura. Isso porque todos têm mais de quarenta anos, enfeitam-se com um ridículo e gigantesco rabo de pavão, vêm agarradinhos a duas hastes de metal e gostam de um... – faça a rima que quiser!
Os julgamentos são comprados (os bicheiros negociam o DEZ!!! pela vida do jurado que, quase imediatamente, aceita as condições impostas) e, por cerca de duas horas, intercala notas máximas e exaltações às mães dos jurados.
E o pior de tudo isso é que eu, apesar de ter ciência da situação, passo as madrugadas carnavalescas grudado na TV e à minha caneca de café.
É complicado... Se eu tivesse um pouco de sensatez, iria à Bahia e peregrinaria naqueles arrastões de adestração humana, atrás de um trio-elétrico qualquer."


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28.2.10

Placas do meu Brasil!

Salve, Penetradores de Plantão! Enfim, começou o ano. A ressaca do carnaval ainda toma conta, mas precisamos retomar as atividades. E nada melhor do que iniciar relatando para nossa meia dúzia de 11 leitores algumas bizarrices dessa semana festiva.
Tudo bem. Tenho a consciência de que o Brasil tem uma elevada taxa de analfabetismo - cerca de 11% -, sei também que muitas pessoas convivem com a desinformação e a falta de cultura. Inclusive, não é uma das atitudes mais louváveis brincar com erros que encontramos no cotidiano. Mas, como sempre as velhas máximas estão presentes no blog, nesse momento não poderia ser diferente: "Perco o amigo, mas não perco a piada!".
Domingo de carnaval. Cidade em festa, blocos nas ruas. A galera animada! Vamos comprar uma cervejinha, pensei. Quando então deparo-me com um singelo senhor e sua ornamentada carrocinha de bebidas. Estranhei de cara e não perdi a oportunidade de registrar aquele colírio para os olhos de todo blogueiro.

Bloco do Cacique - Guarapari/ES

Em um primeiro momento podemos pensar: "Coitado, falta instrução ao rapaz...", mas, pensando bem, analisando, vemos que não é bem isso. Reparem que o cara escreve a palavra e sorrateiramente, na tentativa de reparar a sua completa falta de atenção, emenda um "R". Ê, Brasil!!
Pois bem, o bloco continua e aproxima-se a hora de voltar para casa. Nesse trajeto, deparo-me com um sugestivo aviso.

Os três patetas - Guarapari/ES

Vemos que a placa é algo sério, mas não podíamos perder a oportunidade!
Então é isso, um post irreverente para retornarmos com tudo. Até!!



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10.2.10

Bloco NãoPenetreFolia!


Literalmente, NãoPenetre!


Alô, penetradores de plantão!
A semana mais penetrante do ano vai começar!! O carnaval está ai e chegou a hora de penetrar de tudo quanto é jeito.. Penetre nos blocos de rua, nas festas fechadas, nos shows, na avenida! Penetre sozinho, acompanhado, em grupo! Penetre com vontade ou sem vontade, no entanto... Penetre à vontade!
Comunicamos que o único blog penetrável dá uma pausa para penetrar em outras redes. Afinal, ninguém é de ferro!
Aproveitem com responsabilidade a maior festa do ano. E não se esqueçam: Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu!



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4.2.10

Vapt-Vupt




A volta do moleque
Já virou rotina o repatriamento dos craques brasileiros. E para engrossar a lista o mais novo a voltar é o sempre moleque Robinho. Após 5 anos no exterior, algumas histórias mal contadas e muitos dólares no bolso, o "Rei das Pedaladas" retornou em grande estilo ao Santos Futebol Clube. Com direito a chegada de helicóptero, show de rock e boas vindas do Rei Pelé. Digamos que esses caras são realmente craques de bola mas, também, são craques em "usar" o nosso país e nossas entidades futebolísticas. Bastou ter a vaga para a Copa do Mundo ameaçada que Adriano, Love, Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho e Cia. investissem nesse projeto. Mas, isso é assim mesmo.. e vale lembrar: as boates brasileiras agradecem!!   


O último apague a luz
As elevadas temperaturas registradas nesses últimos dias, no Brasil, não estão torrando apenas os praianos de plantão. Pelo quarto dia consecutivo a demanda de energia bate recorde atingindo o pico de 70.654 MW às 14h49. Dessa forma, o calor está torrando também a cabeça dos responsáveis pela energia no país, pois, apesar de negarem qualquer possibilidade de racionamento, todos sabemos que o eminente risco de apagão está cada vez mais vivo. Então, vamos colaborar!! Todos desliguem o ar-condicionado!! O calor é psicológico!!


O mercado financeiro está queeeente
O executivo de um banco em Sidney, na Austrália, foi flagrado vendo fotos sensuais da modelo Miranda Kerr em seu computador enquanto um colega de trabalho concedia uma entrevista ao vivo para uma emissora local. A rede de televisão questionava o entrevistado sobre a reação do mercado financeiro após o Banco Central manter as taxas de juros, quando foi feito o flagra. Ô sujeito sem sorte! E o pior, agora a empresa pensa em demití-lo por justa causa. Injustiça! O cara merece é uma promoção, afinal, o nome do banco foi veiculado pelos quatro cantos do mundo! Uma bela de uma propaganda grátis! Grande economista!!


Crave no blog
Galera, agora é a hora de dar o troco! Depois de tantos pedidos de penetração, tantas propagandas - chatas, eu sei! - chegou a hora de você cravar o voto no blog. Criei uma enquete para saber "Qual a propaganda mais penetrável". O objetivo é saber qual o meio de comunicação pelo qual você nos descobriu e, além disso, conseguir fazer uma divulgação mais direta. Desse modo, é só escolher uma das três opções: Orkut, Twitter ou Amigos e cravar com vontade no único blog penetrável da rede. A enquete é logo ali no canto direito da tela. Mais uma vez, obrigado pela penetração, ops.. participação! Detalhe: Quem mais ajudar na divulgação do mesmo terá direito a dois prêmios!! Mentirinha! (:


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1.2.10

Alô, vestibulando! O circo chegou!!


Moro em uma cidade pequena. Daquelas em que todos parecem da mesma família e que tudo o que acontece não demora para que se espalhe. Tenho 18 anos, gosto de estudar, ou melhor, gosto de aprender. Vou prestar vestibular esse ano e, a cada dia, a pressão do êxito aumenta. Procuro mesclar os meus estudos com atividades prazerosas para que sempre esteja com a cabeça tranquila.
Em um desses momentos de relaxamento estava sentando no portão de casa quando vi aproximar-se um carro de som que anunciava:
"Alô, garotada! O circo chegou!! Trazendo muita palhaçada, desinformação e desrespeito. A temporada 2009 promete. Não percam!!"
Não hesitei. Comecei a ligar para todos os amigos do curso. Marquei de irmos assistir ao grande espetáculo do ano. Fomos todos. Ao chegar no local percebi algo de estranho. A entrada era feita mediante a apresentação da confirmação de inscrição no Enem. Não entendi muito bem, mas como o papel estava na minha carteira consegui entrar. Escolhi o melhor lugar, como se estivesse em um camarote. Não demorou e o picadeiro ficou lotado. Foi então que me deparei com outro estranhamento: na platéia só havia vestibulando. Não entendi nada, mas como estava ansioso para o início do espetáculo não dei muita atenção.
Apagaram-se as luzes. O show começou. Eis que surge o primeiro palhaço. Parecia engraçado, com boas brincadeiras e apresentou-se pelo nome de Fernando Haddad. De início, sugeriu que colocássemos narizes vermelhos e encarnássemos o seu personagem. Todos acharam graça e acataram com animação.
Logo depois, iniciou a primeira brincadeira. Distribuiu um caderno com 180 perguntas para que respondêssemos em pouquíssimo tempo - que ideia de mau gosto, né? Em um primeiro momento senti que a platéia ficou um pouco decepcionada com o passatempo, depois acataram e resolveram entrar no clima. Entretanto, antes do início, o palhaço-mor resolveu cancelar todo o aparato, pois um participante havia burlado as regras - é nisso que dá a falta de organização. Voltamos para a estaca zero.



Para não perder a atenção da platéia o palhação resolveu falar meia dúzia de bobagens que achava engraçado. Falou, falou, falou. Teoria não faltou! Em seguida, investiu na mesma brincadeira: mais 180 perguntas. Dessa vez, aconteceu. Indagações meio sem pé nem cabeça, sem sentido, mas todos fizeram o que conseguiram. Nessa hora já não havia mais ninguém achando graça - não era por menos, né? Foi então que ele anunciou que daria o resultado e quem ganhasse teria o direito de participar da companhia do circo. Após muita espera, mais uma brincadeira equivocada: liberou um resultado errado, para em seguida liberar o correto. O que queria? Ver a cara de bobo da platéia, né? Só pode. Tudo bem, estamos em um circo e viemos para nos divertir, pensei.
Tendo conhecimento das respostas pediu para que os melhores colocados se dirigissem à um determinado setor. Coitados! Se bobear, tem gente procurando até hoje. A partir dai, a platéia começou a ficar revoltada. Pagamos caro e ainda fomos feitos - literalmente - de palhaços? Assim não dá. Por incrível que pareça a direção circense manifestou-se. Decidiu mandar todo o público à pizzaria mais próxima para que tudo acabasse em pizza. Como não sou muito chegado a essa iguaria decidi vir para casa e relatar essa fatídica experiência. Fazer o quê? Talvez aqui alguém me entenda!
Nunca confie em um palhaço ou em uma instituição brincalhona. Muito menos em ano eleitoral!



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